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Eletropaulo estima internet na tomada em 2009




Nada de cabos espalhados pelo chão. Para conectar-se à internet, o usuário apenas liga um modem na tomada e pronto: está on-line. A tecnologia que permite tal façanha é conhecida como Powerline Connect (PLC) ou Broadband Powerline (BPL), cujo conceito é a transmissão de dados e voz pela rede elétrica.


A AES Eletropaulo Telecom – braço do grupo no ramo de telecomunicações que começou a estudar meios para viabilizar a tecnologia em 2006 – fez uma demonstração de sua aplicação em um apartamento no bairro paulistano do Itaim Bibi, nesta quinta-feira (13/11).


A Eletropaulo promete a comercialização de banda larga na tomada já no primeiro trimestre do próximo ano que vem. A companhia tem 2 mil quilômetros de rede de fibra óptica sobre 24 municípios da Grande São Paulo (cerca de 4,5 milhões de residências e 770 mil empresas).


A empresa disponibilizará a rede – com conexão de até 80 Mbps por ponto – às operadoras para que elas vendam o serviço aos clientes. “Não vamos concorrer com nossos clientes”, garante Teresa Vernaglia, diretora-geral da subsidiária.


Teresa explica que há duas formas de distribuição. No ano que vem, o mercado receberá a opção que é testada pela companhia desde novembro de 2007, em 20 edifícios do bairro de Moema, em São Paulo. Cerca de outros 300 prédios, totalizando 1,5 mil domicílios, já estão aptos a receber a tecnologia.


Para esses prédios, a Eletropaulo conecta a rede de fibra ótica diretamente aos medidores de energia e, de lá, faz a distribuição aos moradores. Como se trata de uma rede particular, não há necessidade da autorização do órgão regulador. Em casa, os usuários apenas ligam o modem na tomada – independente do cômodo onde estiverem.


Já a segunda alternativa depende de autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pois o distribuidor fica instalado no poste. A fornecedora leva os cabos de fibra óptica até determinado ponto, onde há um distribuidor para imóveis próximos. A partir desse ponto, o sinal é levado a casas e apartamentos por cabos de baixa tensão.


Teresa informa que a área regulatória da Eletropaulo estuda com o órgão como será a distribuição, nesse caso. Aliás, ela ressalta ainda que os investimentos – na faixa de R$ 20 milhões nos dois últimos anos – vão depender da regulamentação no mercado e da aceitação pelos consumidores.

 

Competitivo


O BPL da Eletropaulo terá preço compatível com o que é praticado atualmente no mercado como, por exemplo, em conexões wi-fi. Pelo menos, é o que Teresa argumenta. O diferencial, disse ela, é justamente a transmissão via rede elétrica. Entretanto, admite que a conexão está sujeita a oscilações do sistema de distribuição (como um apagão, por exemplo) e pode sofrer interferências de motores domésticos, como os de liquidificador, batedeira ou chuveiro. Para esse caso, ela garante que há uma solução que pode atenuar os danos: um filtro que é colocado junto ao modem, para que a conexão se mantenha estável.



Fonte: oficina da net


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